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Gritos mudos no silêncio das palavras!

Aqui toda a palavra grita em silêncio, sozinha na imensidão de todas as outras deixa-se ir... Adjetiva-me então

Canção de amor a Amans

Janeiro 28, 2022

Carlos Palmito

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Do alto deste castelo
chora o meu coração.
Fui assolada por uma visão,
não mais te verei, Amans meu belo!

Sinto-o nos ossos, na alma,
ouve este meu lamento
que enviei ao sabor do vento…
escuta minhas palavras com calma.

A cidade está em chamas,
a ponte de cristal tombou
e eu sou aquela que sempre te amou.
Oh divino deus, porque permitiste tais tramas?

Jamais sentirei teu corpo,
meu amado,
assim reza o fado.
Esta vida foi um sopro.

Ouço passos, vozes, gritos.
O inimigo chegou,
da perfeição apenas isto sobrou,
guarda-a em teus escritos.

Escuto agora pancadas na porta,
nunca me esqueças meu amor,
nunca esqueças a nossa paixão e calor!
Quando chegares já estarei morta.

Mas não importa,
imortaliza-me numa trova,
meu trovador sem trovão…
serei eterna no teu coração!


Mais um poema não declamado na copa!

Foto de quadro encontrada na net

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