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Gritos mudos no silêncio das palavras!

Aqui toda a palavra grita em silêncio, sozinha na imensidão de todas as outras deixa-se ir... Adjetiva-me então

Canção de amor a Amans

Janeiro 28, 2022

Carlos Palmito

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Do alto deste castelo
chora o meu coração.
Fui assolada por uma visão,
não mais te verei, Amans meu belo!

Sinto-o nos ossos, na alma,
ouve este meu lamento
que enviei ao sabor do vento…
escuta minhas palavras com calma.

A cidade está em chamas,
a ponte de cristal tombou
e eu sou aquela que sempre te amou.
Oh divino deus, porque permitiste tais tramas?

Jamais sentirei teu corpo,
meu amado,
assim reza o fado.
Esta vida foi um sopro.

Ouço passos, vozes, gritos.
O inimigo chegou,
da perfeição apenas isto sobrou,
guarda-a em teus escritos.

Escuto agora pancadas na porta,
nunca me esqueças meu amor,
nunca esqueças a nossa paixão e calor!
Quando chegares já estarei morta.

Mas não importa,
imortaliza-me numa trova,
meu trovador sem trovão…
serei eterna no teu coração!


Mais um poema não declamado na copa!

Foto de quadro encontrada na net

Altruísta ou Egoísta?

Janeiro 27, 2022

Carlos Palmito

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No fio da navalha
vivia este ser
em constante batalha
Que tudo dava, sem nada querer

Colocava-se eternamente em segundo lugar
Aqui não existe espaço para mim,
a vida que segui sempre foi assim.
Será esta uma estranha forma de amar?

Um mundo imaginário
onde tudo é possível,
um ser sensato, sensível…
nesta bolha, seu santuário!

Contudo, nestas impulsões,
nestas primazias,
esqueceu algo que não devia.
o amor-próprio e todas as suas convenções.

Ao colocar-vos em primeiro, gesto altruísta,
não estarás a ser para ti mesmo um egoísta?
As tuas necessidades desprezadas,
e a tua alma menosprezada.

Daí afirmar em plenos pulmões,
existe uma ténue linha entre altruísmo
e aquele que pode ser considerado egoísmo,
mas enfim, deixo isto para vossas considerações.



Mais um poema criado para a copa de poesia do brasil

Foto encontrada na net

Assimetrias

Janeiro 26, 2022

Carlos Palmito


Impunham-se as vozes do imutável,
A imortalidade de um ser que contempla a perfeição
sendo que tudo o que busca reside no inacabado, sua inspiração.
Esta é a verdadeira beleza, a assimetria com que nos rabiscamos, o ser… permeável!

E ali fica ele, absorto num baile de aparências, a encarar de baixo… e de cima,
dissimulada beleza, conspurcada com a artificialidade da pigmentação!
Do seu peito rugem vozes, bradam gritos, textos, prosa, poesia, dos seus olhos a maresia
Ergue os braços e deixa-se embalar, procura o seu carácter na dor da criação.

Fremem as vagas no mar, petulante génese, apoteótica decadência.
Este é o inicio e o fim de uma qualquer inocência,
A explosão cósmica da destruição caótica, a pureza numa sinfonia,
totalmente desarmonizada em sua harmonia, morreu a noite… ascendeu o dia.

No final foi puxado aos céus, sublevou nos tempos do apocalipse…
ficou o sol encoberto por todos os que subiram, qual eclipse.
Todavia a sua alma não era digna, foi escorraçado, expurgado…
Um risco prateado no firmamentos marcou a sua descensão, o mal-amado.

Serás eternamente um anjo caído, sem asas, nem deuses…
E tão pouco demónios de carnaval num baile de aparências…
Serás puro, na imperfeição perfeita do que és.
Fecha os olhos agora, dorme… embriaga-te na demência!

Com o que um dia foi, e jamais será.


"Este poema era para levar na copa brasil onde estive presente.
Fui eliminado antes de o usar.
De todos os que criei este é o meu favorito"

Foto encontrada na net

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