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Gritos mudos no silêncio das palavras!

Aqui toda a palavra grita em silêncio, sozinha na imensidão de todas as outras deixa-se ir... Adjetiva-me então

Versos da Terra: A Jornada da Filha da Natureza

Agosto 23, 2023

Carlos Palmito

Sinto o frio percorrer-me desde o calcanhar às pontas dos dedos dos pés,

Cheira a terra molhada!

Um verde intenso, faz-me sorrir pela magia que se inspira por entre as árvores antigas

 

De mim exalam perfumes de eras remotas, as cores sabem a algodão-doce, a caramelo, aos nenúfares dos lagos nos quais a vejo entrar.

Permito que se banhe, envergando o fato que os seus pais lhe deram à nascença… a pele é leite, os cabelos uma floresta, os olhos, de uma criança que pisa este meu mundo pela primeira vez.

 

Nada me mete medo, sou filha da terra e os meus pés sabem o caminho para o seu coração.

O mistério conduz-me ao verde intenso, de sons extraordinários e uma escuridão que não amedronta, mas que afronta.

Trago a coragem ao peito e a rebeldia debaixo dos caracóis infantis… sou filha da terra!

 

Conduzo-a numa valsa, a dança entre a natureza e a beleza, torno-a rainha deste lar que sou eu, desta casa na qual a permito entrar.

As ervas roçam-lhe os tornozelos, afavelmente… nos troncos existem colmeias de mel, criadas no início dos tempos, mel com que a sacio, com que a deleito… os musgos são a frescura, as sombras um jogo… ao longe, aranhas tecem camas de embalar… para ela, a minha floresta trabalha, como um príncipe encantado cavalgando um alazão em direção à paixão.

 

👉 poema a duas mãos com Joana Pereira

Ação - Reação

Agosto 22, 2023

Carlos Palmito

pexels-pixabay-60582.jpg 

Cada ação tem uma reação, que por sinergia cria uma nova ação.

Não fossem as carraças e ia dormir com as estrelas, secar as flores do infinito, mergulhar nos lagos abstratos do observar de uma deusa assassinada no poste das bruxas.

Não fossem as carraças, eu era livre.

Não fosse o rochedo, eu era vivo!

À alma que vendi por um copo de vodka.

Agosto 21, 2023

Carlos Palmito

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No topo de uma colina, do precipício, com os pés a dançarem livres no incomensurável infinito; na vastidão da terra de ninguém; com a música de Gaia a penetrar-te a solidão; as estrelas a verterem dos teus olhos, rolarem pela face e extinguirem-se no horizonte dos teus antepassados; sentes o calor do inverno.

Tudo o que pretendes é um salto de fé, sendo tu crente em ninguém.

"À alma que vendi por um copo de vodka."

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