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Gritos mudos no silêncio das palavras!

Aqui toda a palavra grita em silêncio, sozinha na imensidão de todas as outras deixa-se ir... Adjetiva-me então

Vida efémera

Dezembro 31, 2021

Carlos Palmito

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Aqui toda a gente sente que o mundo lhes pertence, sem constatarem que o mundo é uma névoa, uma miragem perdida no espectro celestial.

Aqui toda a gente sente que sem elas a roda para, e nem se apercebem que ao partirem todos lhes dirão adeus e serão esquecidas. Ela continua a girar sem parar, e a multidão é meramente um numero prescindível, um grão de areia no deserto… Uma flor numa campa!

Aqui toda a gente sente que o sol é eterno, mesmo quando lá fora está a chover como se mil anjos estivessem a mijar.

Aqui toda a gente sente sem sentimento, olhos presos em pedras de calçada, calçam um sorriso que lhes foi ensinado, um reflexo perpétuo num espelho e uma falsidade na alma, sim… aqui toda a gente sente, sente a merda errada… porque o sentimento para esta gente morreu!

Aqui toda a gente sente a importância de serem importantes para eles mesmos, ignorando a importância das massas, esquecendo o que é amar e ser amado, aqui toda a gente é ego, e ninguém é o aglomerado…

Aqui, aqui onde toda a gente existe já nada mais floresce, sabem, aqui toda a gente morreu… e o mundo, o mundo gira.

Foto de Mike Chai no Pexels

Às vezes

Dezembro 28, 2021

Carlos Palmito

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Às vezes, sabes? Apenas às vezes...
Gostava realmente de adormecer e manter-me lá, naquele espaço minúsculo entre o sonho e o despertar...
Ser eterno nesse momento e esquecer todos os outros...
Às vezes, sabes?
Apenas às vezes queria desaparecer numa miragem, e esquecer até mesmo que eu próprio existi.
Às vezes, sabes?



Foto de Sourav Mishra no Pexels

Assim s'acaba a estória

Dezembro 27, 2021

Carlos Palmito

trovar.jpg

... no final da noite quando as trovas terminaram, e o ribombar dos trovões cessaram, nem luzes de candelabros nem clarões de relâmpagos, o bardo perguntou ao rei:

— Meu rei, e agora, que faremos nós?

Pensando um pouco, enquanto passava suavemente o dedo pelas beiças, ventas, ou seja lá o que raios era aquilo que o rei tinha entre o bigode e o queixo, o mesmo retorquiu:

— Agora, meu caro Bardo, podeis todos ir-de Bardamerda.


Imagem tirada da net 

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