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Gritos mudos no silêncio das palavras!

Aqui toda a palavra grita em silêncio, sozinha na imensidão de todas as outras deixa-se ir... Adjetiva-me então

Deixem-me Gritar!

Novembro 25, 2021

Carlos Palmito

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Aquele bater de coração, o aceleramento repentino, aquela raiva que aflora, o grito na garganta preso à sociedade que não compactua com gritadores.
Aquele fremir nos músculos, a pele que aquece e os olhos que tendem a estar fechados.
O mundo é um local estranho, e tento fugir, mas não consigo, estou preso num loop, e o loop sou eu e o erro sou eu....
Só queria gritar!
Deixem-me Gritar,
só queria mesmo
...
Encontrar o meu vazio

Foto de Lucas Pezeta no Pexels

Os seres da montanha

Novembro 25, 2021

Carlos Palmito

pexels-s-migaj-747964.jpg

Sentou-se então o homem no topo da sua montanha, contemplando os bosques e rios a seus pés.
— Olá velho mundo!
Sentou-se então a mulher no topo da sua montanha, contemplando os bosques e rios a seus pés.
— Olá velho mundo!
Sentou-se então o… não, mais ninguém se sentou, as montanhas estavam preenchidas, separadas pelas matas e riachos, criaturas mágicas, místicas aragens, dentes de leão a flutuar, frutos de paixão intocados e contos de fada por contar.
Eram virgens os bosques e refrescantes os rios, era amena a temperatura e apaixonante o toque.
— Posso-te amar hoje? — perguntou o homem ao ar na esperança que as palavras fossem levadas pelo vento.
E quando as falas chegaram ao topo da montanha onde a mulher meditava, o hoje já tinha passado, e era simplesmente um ontem.
— Já me amaste ontem, poderás amar-me amanhã, mas hoje… hoje temos os bosques e rios que nos separam. — Cantou ela à brisa.
E no amanhã saltaram do topo da sua montanha para o flume, foram levados na direção um do outro pelas correntezas, corpos nus revestidos apenas de alma… encontraram-se enfim os seres da montanha naquela praia fluvial, margem deste ribeiro, rodeados de jasmim, rodeados de ti e de mim.

Foto de S Migaj no Pexels

Poço

Novembro 25, 2021

Carlos Palmito

pexels-filipe-delgado-1601495.jpg

Que em ti eu chovo,
e te encho meu poço,
sem nevas nem nébulas,
nestas terras ensoladas e belas,

Libertas do trovejo,
que estrondeia dos céus!
Despem-se os véus,
para sempre meu…
Alentejo!

Foto de Filipe Delgado no Pexels

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